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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Sem preparo físico, não dá!

Mais um ano que o Bahia inicia decepcionando sua torcida. Falta futebol e sobra explicações.
Culpas e culpados tem aos montes, mas neste primeiro artigo meu, na nova fase deste blog, vou abordar a preparação física dos jogadores que está visivelmente debilitada.

Em 2009, quando o então treinador da equipe era Gallo, o time estava voando, com Walmir Cruz no comando da preparação física dos atletas, porém, Walmir saiu para o Corinthians, em Fevereiro e Anderson Paixão assumiu a preparação física do clube. Anderson, chegou ao Bahia com status, por ser filho de Paulo Paixão, preparador físico da Seleção Brasileira, mas com o passar do tempo, o Bahia perdeu preparo físico e o cansaço do time no segundo tempo das partidas se tornou visível. O time fazia poucos gols e tomava muito sufoco na defesa na 2ª etapa. Anderson saiu do Bahia em junho, mas já tinha deixado sua marca negativa.

O Bahia está a um pé atrás dos clubes do próprio Campeonato Baiano, jogadores cansados ainda no primeiro tempo. Se arrastando no segundo. Não adianta contratar jogadores extraordinários tecnicamente, se não bem cuidados fisicamente.

Foram apenas duas semanas de pré-temporada e mais o tempo desde o início do estadual para o preparo, que é o tempo médio de pré-temporada da maioria das equipes de ponta do país, tendo em vista que os estaduais começaram: Paulista, Baiano, Gaucho e Paranaense começando no final de semana 15/01, 16/01, enquanto o campeonato carioca começou em uma quarta 19/01 e o campeonato mineiro só começou dia 29/01. Tendo em vista que a maioria das equipes se reapresentaram entre os dias 03 e 05 de Janeiro, o período de pré-temporada variou de 13 dias a 26 dias, mostrando que até a fórmula do campeonato em questão influencia a preparação física, nesse quesito o Bahia sofreu, por ter apenas 13 dias para preparar o elenco.

Não contamos com a tecnologia inovadora que existe hoje, por exemplo, no Botafogo, comandado pelo ex-preparador do nosso clube, Dudu Fontes, que faz um trabalho individual com cada atleta através de programas de computador criados para isso. Não temos a experiência de Inter e São Paulo com preparação especial para o mundial e muito menos a verba necessária para competir contra os maiores do Brasil, ainda, mas nada justifica ficarmos para trás dos próprios clubes baianos.

Mudanças, às vezes, faz-se necessárias. Mas no Bahia, tudo acontece lentamente e somente a base de críticas. Nos surpreendemos quando vemos atitudes positivas da direção, pois o ‘normal’ é que venha dela sempre algo negativo, prova disso é a passividade dela, o que torna toda essa situação definida em uma palavra: impressionante.

Adendo: Toninho Oliveira tem passagens 'marcantes' pelo Vasco e Corinthians nos anos de rebaixamento dos mesmos, coincidência?

Um comentário:

  1. Tópico na comunidade do Bahia.
    http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=57580&tid=5574319606875616623

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