O assunto do mês no meio do futebol está sendo o rumo que CBF, Clube dos 13, Flamengo e Corinthians tomarão até a licitação dos direitos de transmissão dos jogos do Brasileirão de 2012/13/14, em que Globo e Record estão disputando na TV Aberta. O mais interessante, porém, é o silêncio dos demais clubes. Parece que estão à mercê dos dois de maiores torcidas do Brasil e às instituições, um erro!
Tudo se iniciou na eleição para presidente do Clube dos 13 e Fábio Koff, ex-presidente do Grêmio, parecia vencer facilmente, quando o presidente da CBF entrou na ‘jogada’. Ele colocou Kléber Leite na disputa, temendo que Koff mudasse o regulamento e tirasse os privilégios que a Globo detinha contra qualquer outra que entrasse na concorrência.
A partir da escolha do nome ele foi atrás dos ‘parceiros’, os presidentes dos clubes, aqueles que tem o poder do voto. O primeiro a demonstrar parceria foi Andrés Sanchez, amigo de Teixeira e provável sucessor dele na presidência da CBF. Maurício Assumpção, presidente do Botafogo foi outro, que após receber um empréstimo da CBF, ficou do lado de Ricardo. Vasco, Santos e Cruzeiro também votaram em Leite, além de Coritiba, Goiás e Vitória, sejam por interesses ou promessas anteriormente feitas.
Koff, então favorito, viu a disputa ficar dificultada, porém como conseguiu 12 votos (São Paulo, Palmeiras, Flamengo, Fluminense, Atlético -MG, Sport, Bahia, Atlético-PR, Guarani, Portuguesa, Grêmio e Internacional) saiu vencedor. E cumpriu o que havia prometido, fazer um regulamento mais ‘justo’ para as concorrentes da Globo, quando criou uma comissão com dois presidentes da situação e dois da oposição para avaliar o novo regulamento (em anexo) feito por Ataíde Gil Guerreiro, ex-conselheiro do São Paulo. Após feito, ele contou com aprovação unânime inclusive dos opositores.
Após pressão da emissora carioca, a CBF decidiu agir e sob as ordens de Teixeira, Andrés Sanchez foi o primeiro a falar, pedindo a saída do Clube dos 13 depois de fazer duras críticas à Koff. Com a Taça das bolinhas, Ricardo achava que conseguiria trazer Juvenal Juvêncio e o São Paulo para o lado dele, algo que não aconteceu, foi então que ele resolveu finalmente reconhecer o título de 87 como também do Flamengo, em uma jogada explicitamente política, e assim fez Patrícia Amorim vir para seu lado, que trouxe Fluminense e Vasco, antigos opositores, além do Botafogo, já aliado.
Esclarecido os motivos do apoio de alguns clubes à CBF e Globo, vamos mostrar o que poderá acontecer e o que querem os mais insatisfeitos. Corinthians, Flamengo e outros clubes do Rio pedem um aumento nas cotas de TV e vêem com bons olhos o apoio da Globo. Especula-se que os dois primeiros queiram receber cerca de R$ 70 milhões, valor muito superior ao atual e que os transformariam numa espécie de Real Madrid/Barcelona da Espanha. Algo que enfraqueceria o disputado Campeonato Brasileiro e que só seria conseguido caso negociassem em separado os direitos de transmissão (objetivo da Globo).
Caso seja a Record a vencedora da disputa, os direitos de transmissão aumentaria em geral para todos os clubes sem a discrepância proposta pela Globo e ainda haveria a chance de alguns ajustes o que poderia proporcionar um nivelamento ainda maior, algo que não é visto como positivo para os grandes clubes que querem um abismo ainda maior do que o atual. Uma crítica dada a essa probabilidade é a supervalorização de jogadores e etc.
O Bahia já demonstrou não ter a intenção de sair do Clube dos 13, porém não afirmou nada sobre negociar em separado ou em conjunto. Marcelinho parece não tomar partido nenhum, está esperando os negócios evoluírem e quando estiver perto da licitação, escolher o mais forte. Algo parecido está sendo feito pelo presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil, que já afirmou que ficará com quem oferecer mais, não importando o lado, talvez o mais coerente e por quê não, a proposta mais sincera. O Internacional, de Fernando Carvalho amigo de Koff, está ao lado do Clube dos 13 não importa o que aconteça. O Santos está à espera, mas dá sinais que deve apoiar Teixeira.
- E caso a Record saia vencedora? Terá condições e estrutura para transmitir o Campeonato?
É óbvio que a Globo tem hoje a maior estrutura e melhor para a transmissão do Brasileirão, porém não podemos deixar de lado a Record e todo seu poderio econômico (não importando a sua origem) que tem condições de investir em estrutura e tecnologia, faltando mais de um ano para sua primeira transmissão de tal campeonato.
Lembrando que há ainda a possibilidade da RedeTV! disputar e vencer, mas isso é muito difícil para fazer qualquer previsão do que aconteceria.
Sites interessantes:
Nota de PVC
http://espn.estadao.com.br/pauloviniciuscoelho/post/177077_ENTENDA+POR+QUE+A+CBF+RECONHECEU+HOJE+O+TITULO+DO+FLAMENGO+87
Entenda o regulamento, por Ataíde Gil Guerreiro (idealizador)
http://blogdonavarro.com/2011/02/21/ataide-gil-guerreiro-explica-detalhes-das-negociacoes-e-do-formato-dos-direitos-do-brasileirao/
Nota de Juca Kfouri
http://blogdojuca.uol.com.br/2011/02/o-racha-no-clube-dos-13/
http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=57580&tid=5578328988911203695
ResponderExcluirpoderio economico da record não importando a sua origem ?
ResponderExcluirentão pode pegar dinheiro do kia também..