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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bahia, um time sobretudo baseado na raça

Está aí um segredo secular do Esporte Clube Bahia: sempre montar times sem estrelas ou medalhões, mas baseados na superação, na raça, na união da equipe em torno de um foco, o triunfo.

Foi assim que vencemos no distante ano de 1959, quando vencemos o dream team do Santos, infelizmente e até, naturalmente, ficamos em segundo lugar outras duas vezes para o mesmo time. Tínhamos Léo Briglia, Marito (vindo do Ypiranga), Biriba e Alencar (vindo do futebol cearense), naquele time, um baiano que jogou muita bola.

Na geração de 1988, a história se repetiu. Bobô e Zanata - este último não ficou até a final da competição - vieram da Catuense; Charles era um menino de 20 anos; Gil Sergipano que havia se transferido do time do Sergipe; Ronaldo, Zé Carlos e João Marcelo que haviam sido revelados no próprio clube, enfim, numa pesquisa rápida dará para tirar mais exemplos.

Mais recentemente, tivemos jovens revelados pela base formando a base do elenco como Nonato, Daniel Alves, Cícero e Jorge Wagner ou jogadores de bom futebol, que formaram as bases dos elencos, assim como hoje temos Ávine e Marcone, pelo menos. No Bahia, o segredo sempre foi esse, diferente de outros clubes que derramam dinheiro em jogadores consagrados.

Tentamos, sem sucesso, mudar essa mentalidade, em 2003. Contratamos medalhões, com destaque para Paulo Sérgio, vindo do Bayern Munique, e em fim de carreira, lembro-me como se fosse hoje, em plena Fonte Nova, que o mesmo não conseguia ultrapassar o meio campo. Infelizmente, mas facilmente previsível, aquele time acabou com uma das piores campanhas (se não a pior) de clubes pelo Brasileirão, disputado por pontos corridos.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Exemplo para nosso presidente.

Quando pareço repetitivo nas críticas, tenho um objetivo.

Como não ser repetitivo se o objetivo é único? Sabem?

O presidente do Ceará - clube também nordestino e também na primeira divisão, que vem se organizando - deu o exemplo para nosso presidente de como deve-se agir alguém que MEREÇA ocupar este cargo.

Leiam essas três reportagens a seguir, que destaco, e entenderão o por quê de considerá-lo como exemplo. Indispensável a leitura para o torcedor que quer se conscientizar ainda mais.

http://espnbrasil.espn.com.br/ceara/noticia/183298_PRESIDENTE+DO+CEARA+CRITICA+TIME+MAS+GARANTE+VAMOS+SER+CAMPEOES
"Presidente do Ceará critica time, mas garante: 'Vamos ser campeões' "

http://www.arenanordeste.com/ceara/presidente-ve-derrota-em-jogo-parelho-e-garante-decis-o-coletiva-para-uso-dos-reservas
"Evandro Leitão assume culpa por derrota e escalação dos reservas"

http://www.jb.com.br/esportes/noticias/2010/09/23/presidente-do-ceara-protesta-contra-arbitragem-da-derrota-diante-do-cruziro/
"Presidente do Ceará protesta contra arbitragem da derrota diante do Cruzeiro"

domingo, 12 de junho de 2011

Não é o momento para ficar parado.

Quatro jogos, quatro resultados que podemos chamar de negativos. Dois empates dentro de casa após iniciar vencendo e duas derrotas fora de casa, sendo uma, inclusive, de virada, para um time recém-saído da temida Série B, também. Quatro adversários, sim, fortes. Inúmeras falhas, poucos destaques e muita torcida.

Algo está errado.

São esses números que fazem o torcedor do Bahia desconfiar e temer o futuro próximo do clube. Será que vale a pena 'esperar' mais para fazer alguma mudança de impacto? Ou será que é melhor esperar as contratações se encaixarem e terem ritmo?

Nada podemos cobrar do torcedor, que vem fazendo sua parte. Dois jogos em casa com os dois melhores públicos de cada rodada.

O time é no papel, sim, menos fortes que a maioria dos adversários da Série A, não tinha como ser diferente, ficamos fora muito tempo do topo (graças às peças já conhecidas de toda a torcida), mas é essa mesma equipe que tem como objetivo permanecer, no mínimo, na primeira divisão.

A defesa foi um dos melhores setores do campeonato baiano, principalmente após a saída de Tiago e entrada de Omar, por causa disso, provalvemente, a diretoria apostou em não reforçá-la como prioridade, só trazendo jogadores de pouca expressão e qualidade incerta, quando deveria ter vindo algum jogador para assumir a posição, dando experiência para os novatos, mais precisamente, um zagueiro.

Espero que o elevador não volte a funcionar no fim do ano.

terça-feira, 12 de abril de 2011

[DANIEL ALVES] Bom reserva para Serie A?

Toda torcida possui suas peculiaridades, suas tradições e seus trejeitos que a identificam e diferenciam das outras. Com a torcida do Bahia não é diferente. Entre os costumes da torcida do Bahia, existe um, que costuma passar despercebido até pelo torcedor mais crítico ou corneteiro. “Fulano é um bom reserva”, “Ciclano é um bom reserva para Série A”, “Beltrano pode jogar o baiano e para a Série A é um bom reserva”.

Se identificou com alguma dessas frases? Já ouviu algo parecido em algum lugar, quando o assunto era o Bahia? Pois é, esse é um vício de muitos torcedores, que só mostra o reflexo de ações da nossa (eterna) diretoria, por que isso ocorre?

Por quais razões o torcedor costuma qualificar alguns jogadores como “bom reserva”, sendo os jogadores contratados devessemm ter condições de serem titulares? Afinal, qual time joga com 11 reservas? Os motivos são os mais variados possíveis. Existem jogadores que não possuem muita qualidade técnica, ou na opinião da torcida não teriam condições de jogar a Série A, automaticamente, devido a empatia criada entre o jogador e a torcida, o mesmo vira um “bom reserva para Serie A”, caso de Alison (para alguns torcedores antes de sair para o Vice) e Jael (quando ainda estava no clube). Esses jogadores podem ter qualidade para serem titulares na Serie A ou não ter qualidade nenhuma para disputar a mesma, mas vão para o grupo de “bom reserva” motivado pela desconfiança da torcida.

Existe ainda outros tipos, como aquele jogador que está jogando em alguma equipe de pouca tradição e tem um bom desempenho, tanto em sequência como contra o Bahia, nesse caso, posso citar Júnior Xuxa que quando defendia o Icasa e fazia uma boa Série B, alguns torcedores pediam sua contratação como “bom reserva”. Mais recentemente, o bola da vez foi Sassá do Ipitanga, variando entre os fiéis apoiadores e contrários, houve quem o indicasse para como “bom reserva” para a Série A como sendo melhor jogador que Robert, Souza e Pedro Beda e houve quem “execrasse” o jogador, afirmando até que ele era feio demais para jogar no Bahia.

Além desses casos, existe os jogadores que vão da classificação de incompetentes sem serventia a “bom reserva”, caso de Fernando (goleiro), que ao chegar no clube, foi muito questionado por ter sido jogador do Ipatinga e falhar em alguns momentos. Depois que foi dispensado teve seus apoiadores e algumas poucas pessoas que o apontavam como “jogador de Série B”, meses depois, muitos voltaram, clamando pelo seu retorno devido às boas atuações no Campeonato Paulista, dizendo que o mesmo se tratava de um “bom reserva” para Omar, ou por ser melhor que Tiago. Assim como Jancarlos antes de estrear pelo Bahia, foi apontado como um lateral fraco, que não tinha dado certo no Cruzeiro e Botafogo e rapidamente conquistou a torcida, mas não escapou esse ano de ser apontado como apenas “bom reserva” para Serie A por alguns. Enquanto Marcos, em 2009, conquistou seus fieis partidários, devido talvez a sua “boleiragem”, por pedalar, tentar fazer o algo a mais, mas sendo muito ineficiente, tanto no apoio como marcando, esse ano já variou de titular absoluto a bom reserva, passando pela inclusão de eu nome na lista de dispensas.

Aproveito o texto para ressaltar outra característica do torcedor do Bahia. A vontade de estar sempre certo. Quando o torcedor não gosta de algum jogador ou técnico, e pensa que com essa pessoa o time não dará certo, chega ao ponto de secar o próprio time, para que no final das contas tenha razão. Isso vale também, para contratação de pessoas, como, vimos esse ano um torcedor dizer que Joel Santana não viria e ponto final, quando as especulações em torno da chegada de Joel ficaram forte, o mesmo sumiu, mas quando foi confirmado que ele não viria, o mesmo, apareceu, se vangloriando por ter antecipado a “bomba”. Essa característica se extende aos jogadores que deixam o clube, onde alguns torcedores chegam a torcer para que ao jogar contra o Bahia, o mesmo faça um grande jogo e um, dois, três, ou quatro gols, para que a diretoria perceba o erro que cometeu (na opinião do torcedor, é claro).

E essa é a torcida do Bahia, que possui como todas as outras seus trejeitos, mas alguns deles, estranhos, onde colocam profissionais acima da instituição (clube) e desejos pessoais menores, acima das expectativas como torcedor (ser contra o esquema de 3 volantes, mesmo que esse dê certo). 3 volantes? Coisa de técnico retranqueiro. Mesmo que o time faça muitos gols.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Rafael Gladiador, apenas um bom jovem jogador

O elenco do Bahia tem jogadores experientes – Souza, Nem, Ramon, Tressor e Robert – estes e outros jogadores que já possuem certa experiência e que, em momentos decisivos que deveriam chamar a responsabilidade, algo óbvio, porém não é reconhecido pela torcida, que insiste em cobrar muito dos garotos da base como Rafael.

Em temporadas passadas Ananias, Ávine e Marcone (principalmente), foram queimados pela torcida por não conseguirem dar a resposta em campo do que tanto a torcida cobrava. Como jovens jogadores não tinham bagagem para suportar todo o peso que era passado para eles, e não deveriam ter a obrigação de carregar tal responsabilidade, então por muitas vezes acabaram errando infantilmente devido a sobrecarga por elencos fracos tecnicamente, em que jogavam.

Atualmente, quem começa a passar pela mesma situação é o jovem atacante, Rafael, apelidado de Gladiador, que fez excelente Copa São Paulo pelo Bahia e surgiu como promessa esse ano. Estreou nos profissionais, marcou vários gols mantendo boa média de gols/partida, a maioria iniciando como reserva e sempre sendo pedido para ser titular.

Com Robert e Souza ainda sem render o esperado cai nas costas do Gladiador a missão de marcar os gols que para que o Bahia saia triunfante nos jogos, porém nem sempre ele renderá esse esperado, encontrará defesas mais seguras, os meias podem não estar tão inspirados nas assistências ou o próprio jogador não estará nos melhores dias dele, algo normalíssimo para um jogador de 19 anos recém saído dos juniores.

Essa cobrança excessiva prematura só atrapalhará o progresso do jogador e consequentemente o próprio clube. As críticas tem que seguir um bom senso, sempre sendo construtivas, objetivando as falhas do jogador para que o próprio melhore, nada de “esse não presta”.

domingo, 3 de abril de 2011

Jancarlos e Ávine: soluções ou mais problemas?

Que o Bahia vem sofrendo esse ano com problemas em ambas laterais não é nenhuma novidade. Marcos e Dodô que vem sendo os titulares não tem unanimidade da torcida e são fracos defensivamente, enquanto isso a torcida espera ansiosamente pelo retorno de Jancarlos e Ávine, mas, será que eles resolveram os problemas das laterais, ou, voltando de contusão serão mais problemas?

O lateral absoluto na direita, Marcos, vem sendo bastante irregular, apagado em algumas partidas e destruindo em outras, por umas e outras falhas não tem a confiança total da torcida, que já chegou a pedir para que os garotos da base, Lucas e Madson fossem testados em seu lugar. Os dois que já tiveram suas oportunidades, porém muito tímidos não mostraram muito, ainda precisam ser mais ‘lapidados’.

Na esquerda, Dodô que vem substituindo o lesionado Ávine, vem evoluindo, mas lentamente. Mostrando muita inexperiência no posicionamento, não arrisca muito e dá sempre preferência por jogadas de toque de lado, quando tenta algo de efeito não demonstra confiança para prosseguir no lance. Sem atitude e desleixado nos lances, quando atento mostra certa habilidade, mas não para ser titular na Série A.

Por esses motivos, em Jancarlos e Ávine são depositados as esperanças para o Brasileirão. Porém os mesmos estão voltando de contusão agora, Jancarlos está longe dos campos desde a Série B do ano passado e Ávine há um mês e meio fora não devem voltar 100%, a torcida terá que ter paciência.

A contusão de Jancarlos foi a mais grave e aconteceu quando o jogador estava em alta e era um dos destaques do Bahia na campanha que decorreu com o acesso do clube de divisão, já a de Ávine preocupa pois o jogador ainda não correspondeu no Baiano desse ano quando era esperado que ele fosse o destaque do time, e agora voltando de lesão, será necessário por parte do jogador ainda mais empenho.

Vejo jogadores com boas qualidades para a Série A, atletas que podem brigar pela titulariedade pelas situações mencionadas. Em situação ideal, Ávine e Jancarlos largam como principais opções, mas um aumento de confiança dos supostos reservas podem ameaçar os titulares, tudo isso significa uma concorrência e briga sadia o que é excelente para o Bahia.

Nota: “Ávine não está treinando ainda e Jancarlos precisa perder uns 5 quilos.” Segundo Éder Ferrari, do site www.bahianoticias.com.br

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Eleição no Bahia - Está próxima

Binha, comemora vitória de MGF.

Dois anos, três meses e onze dias. Esse é o tempo que se passou desde a ultima eleição do Bahia. Na época, 11 de Dezembro de 2008, a eleição foi cercada de polêmicas como a anistia aos sócios (usada como manobra da diretoria, para regularizar seus pares), além da candidatura de vários sócios patrimoniais como forma de protesto. Além disso, um Conselho Deliberativo invisível escolhendo o maior mandatário tricolor, entre outras coisas, mas estamos em 2011 e esse ano, caro torcedor, é ano de eleição e você não será eleitor.

Relembrando alguns detalhes da época do último pleito tricolor:
Até pouco tempo antes da eleição os nomes dos Conselheiros que seriam responsáveis por escolher o futuro presidente não eram conhecidos. Faltando pouco tempo para a eleição a lista com os nomes dos Conselheiros foi divulgada, uma lista com vários sobrenomes conhecidos, como: Guimarães, Accioly Lins, Magalhães. Também constavam na lista o famoso binha de São Caetano ou como registrado FLAVIO ALEXANDRE DA SILVA FILHO, sem contar os funcionários, sócios e até vizinhos dos Guimarães e Accioly Lins que também estavam na lista.

Antes das eleições também, uma ação judicial movida por Fernando Jorge, declarando que a lista de conselheiros do clube não era registrada em cartório, resultou em uma liminar que suspendia o pleito, isso 1 dia antes da eleição ocorrer. Protestos que estavam marcados para a data e o local, foram esvaziados. Eram esperados milhares de tricolores protestando contra o modelo de gestão do clube. Mas após essa decisão a maioria refez seus planos. Porém, durante a madrugada uma decisão da justiça, confirmou que o pleito seria realizado, e ocorreu. Com o local esvaziado e sem protestos, MGF, MG, Maracajá, Ruy Aciolly, Roberto Passos, entre outros, puderam rir a vontade, enquanto com 193 votos dos 201 votantes, MGF foi eleito. Fernando Jorge recebeu 7 votos e Rui Cordeiro 1 voto.

Vinte e Seis dias depois da eleição presidencial, ocorreu as eleição para o Conselho Deliberativo. Sem surpresas, com chapa única concorrendo, a chapa da situação venceu. A grande dificuldade aqui é a necessidade de 300 nomes para formarem a chapa do conselho e mais 100 suplentes. Um número absurdo para um clube com o quadro social, com grande dificuldade de acesso. De maneira arbitraria, MGF declarou Ruy Accioly, como Presidente do Conselho deliberativo, sendo que uma votação era necessária e a mesma não ocorreu, só mais um entre tantas irregularidades.

Enfim, finalizado esse retrospecto, vamos pensar nas Eleições 2011. A pergunta que fica: o que vai mudar de um pleito para o outro? Sinceramente, creio que nada.

Marcelo de Oliveira Guimarães Filho prometeu implantar o sistema de eleições diretas no clube, mas, desde que a Assembléia Geral de Sócios, realizada no dia 5 de Abril de 2011, foi objeto de ação judicial, devido a sua falta de democracia, ao anunciar que havia sido aceito um suposto texto base, que ninguém conhece, ele usa esse motivo para adiar a mudança do estatuto. O mesmo se vangloria, afirmando ser “O presidente que mais dialogou com a oposição”, mas nesse assunto não tem intenção nenhuma de dialogar, a quase 1 ano vai “empurrando com a barriga” a situação.

Qual objetivo de MGF, em retardar esse processo? Faltará ele com a palavra, com o Bahia mais uma vez tendo eleições indiretas e jogará a culpa nos sócios que exigiram transparência diante da justiça? Ou, marcará nova assembléia no apagar das luzes, para que o pleito ocorra de forma “direta”, mas com poucos sócios com poder de voto?

O certo é, que quase 80% do tempo de mandato de MGF já passou e as principais promessas dele não foram cumpridas, só mudou a forma como são repassados ao torcedor, devido a “lábia”, no nosso Presidente ex-Deputado, um político genuíno.

Pelo estatuto tricolor, a eleição para presidente, deve ocorrer na 1ª quinzena do mês de Dezembro:

II) Trienalmente

1º - Na primeira quinzena de dezembro, para eleger o Presidente da Diretoria Executiva, homologar a indicação dos Vice-Presidentes e empossar toda a Diretoria Executiva

E só poderão ser candidatos, sócios com pelo menos 36 meses de filiação, categoria Patrimonial, Fundador e Remido, ou Sócios Contribuintes com pelo menos 60 meses de associação. Só poderão votar, os 300 conselheiros eleito mais os Conselheiros Beneméritos. A lista de conselheiros pode ser acessada aqui, nesse link: http://www.esporteclubebahia.com.br/conselheiros.asp

Um link interessante para ser conferido, onde pode-se apurar a ligação dos conselheiros com os mandatários do tricolor de aço, pode ser acessado nesse link, a seguir, datado da época da ultima eleição: http://www.futebolbahiano.com/2008/12/eleio-tricolor-imoral.html
Essa lista é da ultima eleição, mas muitos nomes permanecem no Conselho. Que Conselho é esse que não fiscaliza? Simples, quem vai fiscalizar e denunciar seu patrão ou sócio, assim?

As eleições estão próximas de ocorrer, mas nada mudou ainda e a perspectiva de mudança até lá é pequena, assim como o Acordão da BAMOR, não foi cumprido e não tivemos eleições diretas em 2008 como prometido, em 2011, mais uma vez caminhamos para uma eleição nos mesmos moldes, já empregados a décadas no Bahia.

domingo, 27 de março de 2011

Já posso parar de pensar em títulos? Ou não?

Certamente, os rebaixamentos ocorridos na última década foram as maiores decepções que a torcida do Bahia já viveu. Amargar dois anos na Série C do Campeonato Brasileiro para um clube que já foi o melhor do país por duas vezes de maneira brilhante - a primeira vez sobre o Santos de Pelé e a segunda vencendo o Inter, favorito na época – sem dúvidas é algo marcante no lado negativo da sua história.

E essa nova fórmula do Campeonato Brasileiro, com alguns clubes ganhando muito mais que outros, tende a tirar a fama de disputado que o mesmo sempre teve, onde vários times se revezam no título, algo que não acontece na maioria dos campeonatos nos países europeus, por exemplo. O Brasileirão ficaria nas mãos sempre de poucos, principalmente, Flamengo e Corinthians.

Bahia e outros clubes que são destaques nacionais terão que se contentar com a imagem de mais um clube no futebol brasileiro, um time médio dentre todos. Apesar da diretoria do mesmo sempre ter buscado tal condição, com suas péssimas administrações, com pessoas incompetentes a sua frente e sempre querendo levar vantagem no lado pessoal, esquecendo de beneficiar o próprio clube. A torcida e a história do clube nunca quis, muito menos mereceu que a situação chegasse a tal ponto.

Eu, como torcedor fervoroso do Bahia, fico muito descontente com o futuro do clube nacionalmente, sempre tive ambições de ver meu clube sendo campeão pela terceira vez do Brasil. E racionalmente não vejo essa possibilidade acontecer, restará a Copa do Brasil? Sim, de qualquer forma, ainda é muito pouco. As instituições CBF e Globo, juntas com alguns aliados, dentre eles presidentes de clubes e empresários são os responsáveis.

Esse é um problema não só de todo torcedor do Bahia, mas também de clubes que sofrerão com essa mesma limitação de ‘sonhos’. E o quê, nós torcedores, podemos fazer? Pressionar. Só resta-nos pressionar a direção do clube para que represente o Bahia como merecemos, exigindo tais condições para que não deixemos esse patamar que ainda estamos. Próximos à clubes como Cruzeiro e Grêmio, fato que mudará e eles abrirão uma distância à frente da gente.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Benazzi e o rótulo que o persegue

Neste início de 2ª fase do baiano, o Bahia vem sofrendo com a irregularidade em campo. Há muitos culpados, mas parece que a torcida escolheu um em especial, o treinador Vágner Benazzi, mas por quê? Nesse post tentarei fazer um resumo da carreira dele e os fatos que a marcaram e mostrar que muita coisa não passa de pura rotulagem.

Em toda sua carreira, Benazzi coleciona clubes em ascensão e nenhum que estava em grande momento nacional. Outra marca de seu currículo é sua fama de 'Rei do acesso', e isto proporcionou a ele a simpatia da maioria da nossa torcida que antes de sua contratação já o pedia como treinador do Bahia. Porém esses dois fatos somados o rotularam de maneira negativa e, no Bahia, está atrapalhando muito seu trabalho.

Como o Bahia já está na primeira divisão de todos os torneios que disputa, não é preciso um 'Rei do acesso' no momento e como o clube necessita se tornar aquele que um dia já foi, grande e temido, o perfil de um técnico assim não é bem visto.

Aproveitando-se disso e que essa imagem nada interfere de fato no que ocorre em campo, o principal no futebol, Benazzi é perseguido pelos pseudo-jornalistas que fazem parte da atual imprensa baiana (em sua maioria), influenciando vários torcedores que formam suas opiniões através deles. Criam notícias mentirosas tumultuando o ambiente para gerar polêmica e ganhar audiência. Essa manipulação dos fatos muitas vezes já queimou treinadores no Bahia e por falta de um clima para dar seguimento ao trabalho foram dispensados.

Na campanha atual, Benazzi vai obtendo bons resultados e mantendo uma boa invencibilidade (6 jogos pelo estadual e 1 pela Copa do Brasil) até o momento. Mesmo dessa forma o trabalho dele é levado pela desconfiança quando todos deveriam estar unidos, polêmicas são criadas desestabilizando o ambiente (inventaram até que o meia-atacante Zezinho não joga mais enquanto ele continuar como o treinador).

O treinador merece sim críticas que agreguem o seu trabalho, aquelas que venham para somar e refletir se há de fato algo errado, como por exemplo o jeito agressivo que ele passa ao conversar com os jogadores ou algumas carências que o time demonstra em campo, algo raro na imprensa hoje e que deveríamos reconhecer quando acontecem. Essa questão de dar importância aos rótulos e à 'imprensa destrutiva' não vai nos ajudar em nada.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Esclarecendo polêmica envolvendo Zezinho

Parece que ele não treinou bem, apesar de ter mostrado vontade.
Não existe rixa entre ele e Benazzi.
O 'mole' dele foi que após divulgada a lista de relacionados e ter visto que não estava entre os escolhidos, chateado, foi para o twitter.
Todo jogador não gosta de ficar de fora de jogo, afinal é o trabalho dele e a chance de mostrar que pode ser titular...
O melhor para o Bahia é que o torcedor não polemize mais a situação. Essa é a típica situação que deveria ficar nos bastidores.
A razão para Benazzi o ter colocado no banco? Não sei, mas isso é algo que ele deverá explicar em campo, se jogarmos bem, ótimo. Se não, aí sim podemos reclamar de algo.
O papel da torcida é palpitar, mas nunca exigir que o treinador faça a sua vontade, apesar de nem sempre ocorrer isso.
Se os resultados não vierem, as explicações serão necessárias e aí sim, poderemos 'pedir a cabeça', mas essa não é a hora certa para isso.

Divisão de Cotas - Cadê a justiça?

O futebol brasileiro passa por um momento delicado, devido a crise gerada pela negociação das cotas de TV do triênio 2012-14, porém essa crise abre espaços para outros questionamentos sobre o futebol brasileiro e mundial. Esquecendo a questão das guerras das emissoras, CBF e Clube dos 13, pelo poder sobre o futebol nacional, vamos dar atenção especial aos valores que estão sendo negociados e o mais importante, como são geridos esses valores pelos clubes.

Neste momento a discussão gira em torno de quanto será o novo contrato de transmissão, os valores sem dúvidas irão aumentar (e muito), só na TV aberta a expectativa de que mais que dobrassem foi alcançada, saltando dos R$ 250 mi anuais, para pelo menos R$ 516 mi anuais (valor ofertado pela RedeTV), que poderia ser bem maior, tendo em vista que a RedeTV possuia um envelope com proposta entre R$ 700 mi e R$ 800 mi, não o usou por falta de concorrentes. Esse valor pelas cotas que deve aumentar com a negociação individual de cotas, devido a disputa de Globo e Record, para negociar com os clubes.

Nessa negociação individual, os clubes que detêma maiores torcidas tentam abocanhar uma maior fatia do bolo, aumentando sua distância para os demais. O argumento utilizados por esses clubes, principalmente é o de que por terem maior torcida e gerarem maior audiência, merecem receber mais dinheiro que os outros. Mas afinal, estes clubes recebem mais dinheiro, por que tem maiores torcidas ou tem maiores torcidas por que recebem mais dinheiro? E principalmente, até onde esse argumento de que merecem receber mais por terem maior torcida é válido?

No Brasil, a divisão de cotas era feita até o ultimo contrato pelo Clube dos 13, que criava faixas de valores, os famosos Grupos, onde os clubes eram alocados, sem nenhum critério técnico, critérios meramente políticos. Até essa ultima divisão, a divisão dos grupos se dava da seguinte maneira:

GRUPO 1: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco e Palmeiras
GRUPO 1a: Santos
GRUPO 2: Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Botafogo e Fluminense
GRUPO 3: Bahia
GRUPO 4: Guarani, Portuguesa, Sport, Vitória, Goiás, Atletico Paranaense e Coritiba
GRUPO 5: Convidados (Participantes da Serie A, não pertencentes ao C13)

Sobre esse sistema, algumas perguntas:

Por que o Santos está isolado em um grupo intermediário? Maior torcida? Melhor desempenho em campo? Qual o critério para essa divisão? E principalmente: Por que clubes que disputam a 2ª divisão tem direito a receber dinheiro referente a transmissão da 1ª divisão?

Essas perguntas, até têm respostas, mas essas respostas não são boas justificativas, falta critério técnico para divisão das cotas. Critério que é adotado por exemplo na Inglaterra, a Premier League (que é considerada a maior e melhor liga do mundo), adota um sistema de divisão de cotas da seguinte maneira:

50% dividido igualmente entre todos os clubes.
25% pelo desempenho no ultimo campeonato
25% pela audiência gerada

Na Itália, que possui uma das melhores ligas do mundo, os direitos eram negociados individualmente, o que gerava uma grande disparidade entre os grandes e os médios/pequenos clubes, percebendo isso, o Ministério dos Esportes interviu e recomendou que a venda dos direitos fosse feita de modo coletivo e um critério técnico de divisão fosse adotado, resultando em um contrato de R$ 1,7 bi de reais por temporada, divididos assim:

40% divididos igualmente entre os clubes
30% pelo desempenho no campeonato anterior
30% pelo tamanho da torcida

Conclusão da 1ª parte: É necessário criar uma liga no Brasil e definir critério bem claros de merecimento na divisão de cotas, para que assim, todo clube tenha condições de por merecimento próprio, aumentar ou reduzir sua participação nas cotas. Se os clubes tem uma grande torcida que a usem para ganhar dinheiro principalmente com ações de marketing. Para criação deste modelo, caberia inclusive a intervenção do Ministério dos Esportes e outros orgãos governamentais, devido aos problemas gerados devidoa essa guerra de interesses.

Em breve postarei a 2ª parte, sobre a gerência dos recursos, o grande problema do futebol brasileiro e mundial.