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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Bahia, um time sobretudo baseado na raça

Está aí um segredo secular do Esporte Clube Bahia: sempre montar times sem estrelas ou medalhões, mas baseados na superação, na raça, na união da equipe em torno de um foco, o triunfo.

Foi assim que vencemos no distante ano de 1959, quando vencemos o dream team do Santos, infelizmente e até, naturalmente, ficamos em segundo lugar outras duas vezes para o mesmo time. Tínhamos Léo Briglia, Marito (vindo do Ypiranga), Biriba e Alencar (vindo do futebol cearense), naquele time, um baiano que jogou muita bola.

Na geração de 1988, a história se repetiu. Bobô e Zanata - este último não ficou até a final da competição - vieram da Catuense; Charles era um menino de 20 anos; Gil Sergipano que havia se transferido do time do Sergipe; Ronaldo, Zé Carlos e João Marcelo que haviam sido revelados no próprio clube, enfim, numa pesquisa rápida dará para tirar mais exemplos.

Mais recentemente, tivemos jovens revelados pela base formando a base do elenco como Nonato, Daniel Alves, Cícero e Jorge Wagner ou jogadores de bom futebol, que formaram as bases dos elencos, assim como hoje temos Ávine e Marcone, pelo menos. No Bahia, o segredo sempre foi esse, diferente de outros clubes que derramam dinheiro em jogadores consagrados.

Tentamos, sem sucesso, mudar essa mentalidade, em 2003. Contratamos medalhões, com destaque para Paulo Sérgio, vindo do Bayern Munique, e em fim de carreira, lembro-me como se fosse hoje, em plena Fonte Nova, que o mesmo não conseguia ultrapassar o meio campo. Infelizmente, mas facilmente previsível, aquele time acabou com uma das piores campanhas (se não a pior) de clubes pelo Brasileirão, disputado por pontos corridos.

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