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domingo, 27 de março de 2011

Já posso parar de pensar em títulos? Ou não?

Certamente, os rebaixamentos ocorridos na última década foram as maiores decepções que a torcida do Bahia já viveu. Amargar dois anos na Série C do Campeonato Brasileiro para um clube que já foi o melhor do país por duas vezes de maneira brilhante - a primeira vez sobre o Santos de Pelé e a segunda vencendo o Inter, favorito na época – sem dúvidas é algo marcante no lado negativo da sua história.

E essa nova fórmula do Campeonato Brasileiro, com alguns clubes ganhando muito mais que outros, tende a tirar a fama de disputado que o mesmo sempre teve, onde vários times se revezam no título, algo que não acontece na maioria dos campeonatos nos países europeus, por exemplo. O Brasileirão ficaria nas mãos sempre de poucos, principalmente, Flamengo e Corinthians.

Bahia e outros clubes que são destaques nacionais terão que se contentar com a imagem de mais um clube no futebol brasileiro, um time médio dentre todos. Apesar da diretoria do mesmo sempre ter buscado tal condição, com suas péssimas administrações, com pessoas incompetentes a sua frente e sempre querendo levar vantagem no lado pessoal, esquecendo de beneficiar o próprio clube. A torcida e a história do clube nunca quis, muito menos mereceu que a situação chegasse a tal ponto.

Eu, como torcedor fervoroso do Bahia, fico muito descontente com o futuro do clube nacionalmente, sempre tive ambições de ver meu clube sendo campeão pela terceira vez do Brasil. E racionalmente não vejo essa possibilidade acontecer, restará a Copa do Brasil? Sim, de qualquer forma, ainda é muito pouco. As instituições CBF e Globo, juntas com alguns aliados, dentre eles presidentes de clubes e empresários são os responsáveis.

Esse é um problema não só de todo torcedor do Bahia, mas também de clubes que sofrerão com essa mesma limitação de ‘sonhos’. E o quê, nós torcedores, podemos fazer? Pressionar. Só resta-nos pressionar a direção do clube para que represente o Bahia como merecemos, exigindo tais condições para que não deixemos esse patamar que ainda estamos. Próximos à clubes como Cruzeiro e Grêmio, fato que mudará e eles abrirão uma distância à frente da gente.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Benazzi e o rótulo que o persegue

Neste início de 2ª fase do baiano, o Bahia vem sofrendo com a irregularidade em campo. Há muitos culpados, mas parece que a torcida escolheu um em especial, o treinador Vágner Benazzi, mas por quê? Nesse post tentarei fazer um resumo da carreira dele e os fatos que a marcaram e mostrar que muita coisa não passa de pura rotulagem.

Em toda sua carreira, Benazzi coleciona clubes em ascensão e nenhum que estava em grande momento nacional. Outra marca de seu currículo é sua fama de 'Rei do acesso', e isto proporcionou a ele a simpatia da maioria da nossa torcida que antes de sua contratação já o pedia como treinador do Bahia. Porém esses dois fatos somados o rotularam de maneira negativa e, no Bahia, está atrapalhando muito seu trabalho.

Como o Bahia já está na primeira divisão de todos os torneios que disputa, não é preciso um 'Rei do acesso' no momento e como o clube necessita se tornar aquele que um dia já foi, grande e temido, o perfil de um técnico assim não é bem visto.

Aproveitando-se disso e que essa imagem nada interfere de fato no que ocorre em campo, o principal no futebol, Benazzi é perseguido pelos pseudo-jornalistas que fazem parte da atual imprensa baiana (em sua maioria), influenciando vários torcedores que formam suas opiniões através deles. Criam notícias mentirosas tumultuando o ambiente para gerar polêmica e ganhar audiência. Essa manipulação dos fatos muitas vezes já queimou treinadores no Bahia e por falta de um clima para dar seguimento ao trabalho foram dispensados.

Na campanha atual, Benazzi vai obtendo bons resultados e mantendo uma boa invencibilidade (6 jogos pelo estadual e 1 pela Copa do Brasil) até o momento. Mesmo dessa forma o trabalho dele é levado pela desconfiança quando todos deveriam estar unidos, polêmicas são criadas desestabilizando o ambiente (inventaram até que o meia-atacante Zezinho não joga mais enquanto ele continuar como o treinador).

O treinador merece sim críticas que agreguem o seu trabalho, aquelas que venham para somar e refletir se há de fato algo errado, como por exemplo o jeito agressivo que ele passa ao conversar com os jogadores ou algumas carências que o time demonstra em campo, algo raro na imprensa hoje e que deveríamos reconhecer quando acontecem. Essa questão de dar importância aos rótulos e à 'imprensa destrutiva' não vai nos ajudar em nada.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Esclarecendo polêmica envolvendo Zezinho

Parece que ele não treinou bem, apesar de ter mostrado vontade.
Não existe rixa entre ele e Benazzi.
O 'mole' dele foi que após divulgada a lista de relacionados e ter visto que não estava entre os escolhidos, chateado, foi para o twitter.
Todo jogador não gosta de ficar de fora de jogo, afinal é o trabalho dele e a chance de mostrar que pode ser titular...
O melhor para o Bahia é que o torcedor não polemize mais a situação. Essa é a típica situação que deveria ficar nos bastidores.
A razão para Benazzi o ter colocado no banco? Não sei, mas isso é algo que ele deverá explicar em campo, se jogarmos bem, ótimo. Se não, aí sim podemos reclamar de algo.
O papel da torcida é palpitar, mas nunca exigir que o treinador faça a sua vontade, apesar de nem sempre ocorrer isso.
Se os resultados não vierem, as explicações serão necessárias e aí sim, poderemos 'pedir a cabeça', mas essa não é a hora certa para isso.

Divisão de Cotas - Cadê a justiça?

O futebol brasileiro passa por um momento delicado, devido a crise gerada pela negociação das cotas de TV do triênio 2012-14, porém essa crise abre espaços para outros questionamentos sobre o futebol brasileiro e mundial. Esquecendo a questão das guerras das emissoras, CBF e Clube dos 13, pelo poder sobre o futebol nacional, vamos dar atenção especial aos valores que estão sendo negociados e o mais importante, como são geridos esses valores pelos clubes.

Neste momento a discussão gira em torno de quanto será o novo contrato de transmissão, os valores sem dúvidas irão aumentar (e muito), só na TV aberta a expectativa de que mais que dobrassem foi alcançada, saltando dos R$ 250 mi anuais, para pelo menos R$ 516 mi anuais (valor ofertado pela RedeTV), que poderia ser bem maior, tendo em vista que a RedeTV possuia um envelope com proposta entre R$ 700 mi e R$ 800 mi, não o usou por falta de concorrentes. Esse valor pelas cotas que deve aumentar com a negociação individual de cotas, devido a disputa de Globo e Record, para negociar com os clubes.

Nessa negociação individual, os clubes que detêma maiores torcidas tentam abocanhar uma maior fatia do bolo, aumentando sua distância para os demais. O argumento utilizados por esses clubes, principalmente é o de que por terem maior torcida e gerarem maior audiência, merecem receber mais dinheiro que os outros. Mas afinal, estes clubes recebem mais dinheiro, por que tem maiores torcidas ou tem maiores torcidas por que recebem mais dinheiro? E principalmente, até onde esse argumento de que merecem receber mais por terem maior torcida é válido?

No Brasil, a divisão de cotas era feita até o ultimo contrato pelo Clube dos 13, que criava faixas de valores, os famosos Grupos, onde os clubes eram alocados, sem nenhum critério técnico, critérios meramente políticos. Até essa ultima divisão, a divisão dos grupos se dava da seguinte maneira:

GRUPO 1: Flamengo, Corinthians, São Paulo, Vasco e Palmeiras
GRUPO 1a: Santos
GRUPO 2: Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Botafogo e Fluminense
GRUPO 3: Bahia
GRUPO 4: Guarani, Portuguesa, Sport, Vitória, Goiás, Atletico Paranaense e Coritiba
GRUPO 5: Convidados (Participantes da Serie A, não pertencentes ao C13)

Sobre esse sistema, algumas perguntas:

Por que o Santos está isolado em um grupo intermediário? Maior torcida? Melhor desempenho em campo? Qual o critério para essa divisão? E principalmente: Por que clubes que disputam a 2ª divisão tem direito a receber dinheiro referente a transmissão da 1ª divisão?

Essas perguntas, até têm respostas, mas essas respostas não são boas justificativas, falta critério técnico para divisão das cotas. Critério que é adotado por exemplo na Inglaterra, a Premier League (que é considerada a maior e melhor liga do mundo), adota um sistema de divisão de cotas da seguinte maneira:

50% dividido igualmente entre todos os clubes.
25% pelo desempenho no ultimo campeonato
25% pela audiência gerada

Na Itália, que possui uma das melhores ligas do mundo, os direitos eram negociados individualmente, o que gerava uma grande disparidade entre os grandes e os médios/pequenos clubes, percebendo isso, o Ministério dos Esportes interviu e recomendou que a venda dos direitos fosse feita de modo coletivo e um critério técnico de divisão fosse adotado, resultando em um contrato de R$ 1,7 bi de reais por temporada, divididos assim:

40% divididos igualmente entre os clubes
30% pelo desempenho no campeonato anterior
30% pelo tamanho da torcida

Conclusão da 1ª parte: É necessário criar uma liga no Brasil e definir critério bem claros de merecimento na divisão de cotas, para que assim, todo clube tenha condições de por merecimento próprio, aumentar ou reduzir sua participação nas cotas. Se os clubes tem uma grande torcida que a usem para ganhar dinheiro principalmente com ações de marketing. Para criação deste modelo, caberia inclusive a intervenção do Ministério dos Esportes e outros orgãos governamentais, devido aos problemas gerados devidoa essa guerra de interesses.

Em breve postarei a 2ª parte, sobre a gerência dos recursos, o grande problema do futebol brasileiro e mundial.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Elenco – Como deve ficar?

Com o final da primeira fase do campeonato baiano, boa parte do elenco já foi testado e o que pode-se esperar de cada jogador já foi demonstrado. Quase todos os jogadores tiveram oportunidades, sejam elas poucas ou muitas, alguns tiveram mais oportunidades do que mereceram como Tiago (goleiro) e outros tiveram menos do que mereciam para mostrar seu futebol, caso de Lucas (lateral direito).

Entre debates e discussões, alguns nomes já viraram consenso entre a torcida e profissionais da mídia esportiva, como jogadores que não devem continuar no tricolor por não terem muito a oferecer, seja por deficiência técnica, física ou falta de profissionalismo. Sendo assim, logo após o campeonato baiano uma pequena reformulação no elenco deve ser feita, digo pequena, pois devido ao mal começo de campeonato, algumas contratações mais caras que estavam sendo deixadas de lado foram antecipadas para qualificar o elenco, caso de Robert e Tressor Moreno.

Vamos conferir o elenco atual do tricolor:
GOLEIROS:
Tiago, Omar e George

LATERAIS:
Avine, Dodô, Marcos, Lucas, Madson, Jancarlos

ZAGUEIROS:
Nen, Luizão, Titi, Thiego, Danny Morais

VOLANTES:
Marcone, Helder, Pablo, Lenine, Rafael Jataí, Boquita, Mosquera

MEIAS:
Maranhão, Maurício, Magno, Zezinho, Camacho, Ramon, Tressor Moreno

ATACANTES:
Gabriel, Souza, Bruno Paulo, Pedro Beda, Jones, Rafael, Robert
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TOTAL: 3 Goleiros, 2 Laterais Esquerdo, 4 Laterais Direito, 5 Zagueiros, 7 Volantes, 7 Meias e 7 atacantes. 35 JOGADORES AO TODO.

Olhando rapidamente, percebe-se que quantitativamente o elenco está “recheado”, mas na verdade ainda tem algumas carências por falta de qualidade, como no setor de ataque.

Os principais nomes cotados para sair, são:

Tiago: Não demonstrou ser um bom goleiro, falhou algumas vezes, falta qualidade. O Bahia precisa arrumar um interessado para re-emprestar o jogador.
Nen: A idade vem pesando e a condição física prejudica o jogador, por receber um alto salário, a diretoria já estuda uma maneira de liberar o capitão do acesso.
Bruno Paulo: O jogador teve alguns problemas com farras fora de campo e não convenceu dentro de campo. Pinta de eterna promessa.
Pedro Beda: Não disse a que veio.

Sendo assim, o elenco seria reduzido a 31 nomes, porém para o brasileiro alguns outros nomes podem sair, ou ficarem na geladeira, como Boquita (que ainda não chegou na melhor forma física), Jones (que apresenta uma grande deficiência técnica) e Rafael Jataí (que pode perder mais espaço ainda, depois da regularização de Mosquera).

Olhando posição por posição:

GOLEIROS: Estamos bem servidos com o titular Omar, mas falta um reserva, nem Tiago (que deve sair), nem George que veio da base passam confiança. Fernando deveria estar aí, mas infelizmente saiu, alguém deve chegar para o brasileiro.

LATERAL DIREITA: 4 nomes na lateral direita, Jancarlos e Marcos, que devem ser os 2 principais do elenco, sendo Jancarlos o favorito para titularidade e Lucas e Madson, recém promovidos da base, que ainda podem aguardar nova chance que deve surgir no brasileiro.

LATERAL ESQUERDA: Um bom nome como titular, Avine e um reserva que precisa evoluir muito, Dodô, não deve sofrer alterações.

ZAGUEIROS: Os 4 que aí estão, devem permanecer inalterados por algum tempo, a diretoria considera a defesa como bem reforçada para o brasileiro.

VOLANTES: Um certo excesso de nomes, devido a presença de 2 jogadores da base que não tiveram chances, Pablo e Lenine, mas como volantes de contenção temos 2~3 opções, Mosquera, Marcone e Jataí e como 2º volantes, Helder e Boquita marcam presença, também acredito que não haverá grandes alterações nesse setor.

MEIAS: Aqui devem ocorrer algumas alterações. Temos 3 meias de boa qualidade, Tressor Moreno, Zezinho e Ramon. 2 jogadores da base, que podem vir a ser emprestados, Maurício e Maranhão. 1 incógnita, Magno que vai ter que brigar para buscar seu espaço e Camacho, que “nem fede e nem cheira”, que pode vir a ser dispensável em um futuro não tão distante.

ATACANTES: Setor carente do time. Temos 3 atacantes de referência, Souza, Robert e Rafael, sendo que o mais jovem, mais barato e menos badalado é o mais eficiente, Rafael. Já como 2º atacante existe uma grande carência, contratações devem ser feitas aqui, até 2 nomes podem (e devem) chegar para essa posição.

O Elenco para o brasileiro, então pode ficar:

GOLEIROS:
Omar, George e (CONTRATAR)

LATERAIS:
Avine, Dodô, Marcos, Lucas, Madson, Jancarlos

ZAGUEIROS:
Luizão, Titi, Thiego, Danny Morais

VOLANTES:
Marcone, Helder, Pablo (Pode ser emprestado), Lenine (Pode ser emprestado), Rafael Jataí, Boquita, Mosquera

MEIAS:
Maranhão(Pode ser emprestado), Maurício (Pode ser emprestado), Magno, Zezinho, Camacho, Ramon, Tressor Moreno

ATACANTES:
Gabriel, Souza, Jones, Rafael, Robert, (CONTRATAR 2, 2º ATACANTE)
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E vocês? Quem dispensariam e em qual posição reforçariam o Bahia?