...no Barcelona, poderia ser 'Ouro' da casa, afinal, jogar um clássico contra o time que mais gastou para a temporada 2009-2010, o Real Madrid, com sete jogadores formados na base, não é para qualquer um. O Real, por sua vez, só tinha o goleiro, Iker Casillas.
Todos sabemos que é menos custoso formar jogadores. Eles estão subindo para o profissional cada vez mais cedo e abaixam a média de idade do elenco. São identificados com o clube e tendem, por isso, a jogar com mais vontade.
No Bahia, ao invés de gastar valores altos para contratar jogadores decadentes ou arriscar em contratações por vídeo, poderia ser despejado dinheiro na base, investindo em profissionais capacitados (os diretores), aí sim, renomados para formar uma base sólida e de referência. E não esperar por um jogador a cada 10 anos que pode dar certo. Fazendo isso, além de manter uma equipe principal boa ao longo dos anos, deixaria o financeiro no verde (essa a grande dificuldade dos clubes brasileiros, atualmente).
A ideia seria focar somente nesse tipo de investimento. Seria o principal, em toda administração de clube, o planejamento tem que dar prioridade a algo. Seria a longo prazo, mas que no momento atual do futebol, é a opção com menos risco de dar errado.
Claro que em um clube como o Bahia, que há tempos está em um jejum de títulos, a torcida cobra resultados rápidos e para esse método dar certo, o presidente e sua diretoria deverá tomar outras medidas, como manter o clube mais transparente. Dessa forma, como tem que ser trabalhado, diminuirá as chances de insucesso e aumentará as chances de conquistas.
O Bahia que já revelou grandes jogadores (como poderemos ver em uma lista no final do texto, que mais tarde se tornaram ídolos no próprio clube ou fora), não pode continuar encarando o futebol como 'um time de empresário'. 'Fulano' (agente do atleta) vem aqui, põe seu jogador, ele ganha nome e no currículo o a referência Bahia e vai para qualquer equipe meeira brasileira ou de países pequenos. Não pode ser assim.
O Bahia é um clube grande, foi o primeiro campeão brasileiro, o primeiro a ir à Copa Libertadores, entre outros fatos históricos que marcam sua história. Os torcedores se acostumaram a isso: títulos, conquistas, ser o melhor do estado e encarar rivais como clubes inferiores.
O futebol deve ser encarado como uma bola de neve. Qualquer atitude errada e o clube tende ao insucesso, caso contrário, a tendência são os triunfos e os títulos.
Nota 1: os sete jogadores citados no texto foram Valdés, Puyol, Piqué, Xavi, Busquets, Messi e Pedro.
Nota 2: jogadores revelados pelo Bahia: Nonato, Beijoca, Charles Fabian, Cícero, Daniel Alves, Fabão, Jorge Wagner, João Marcelo, Alberto Leguelé, Marcelo Ramos, Ronaldo e Zé Carlos.
Nota 3: No título, o sinal > não se refere ao Barcelona ser maior que o Bahia, é que o clube brasileiro deveria seguir o exemplo do espanhol.
Com certeza. A saída para qualquer clube, principalmente do Nordeste, é a divisão de base. Se formos ver o investimento que Paulo Carneiro fez no rival e os jogadores revelados, veremos o quanto é bom uma divisão de base. Talvez em duas décadas, o que foi feito por PC, não tenha sido na história do Bahia. Dida, Vampeta, Fábio Costa, Adaílton, Júnior... e muitos outros.
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